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Televisão e juventude sem terra : mediações e modos de subjetivação

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Televisão e juventude sem terra : mediações e modos de subjetivação

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Título Televisão e juventude sem terra : mediações e modos de subjetivação
Autor Feitosa, Sara Alves
Orientador Fischer, Rosa Maria Bueno
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Análise do discurso
Assentamento rural
Comunicação
Educação
Foucault, Michel 1926-1984.
Juventude
Martín-Barbero, Jesús
Mídia
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Rio Grande do Sul
Subjetividade
Televisão (Comunicação)
[fr] Jeunesse
[fr] Sans-terre
[fr] Subjectivacion
[fr] Television
Resumo Esta dissertação está inserida no cruzamento dos estudos de educação e comunicação. E nasce de pelo menos duas constatações: a primeira, é que a mídia, especialmente a televisão, ocupa em nossa sociedade um lugar de constituição de sujeitos; a segunda, é que grande parte dos discursos produzidos na mídia atualmente são endereçados aos jovens. Assim, o presente trabalho questiona sobre: 1) A relação de sujeitos jovens com os discursos televisivos e, pergunta sobre as mediações, os processos de produção de sentidos e re-significação dos ditos da TV sobre juventude entre jovens do meio rural, aqui especificamente, jovens de um Assentamento de Reforma Agrária; 2) Os modos de subjetivação aprendidos na televisão por esses jovens de origem rural, mas que convivem diariamente com as redes de comunicação e tecnologia do mundo contemporâneo. Para empreender este estudo me amparo, por um lado, nos conceitos de saber, relações de poder e modos de subjetivação do filósofo francês Michel Foucault; por outro, utilizo-me da teoria do uso social dos meios de Jésus Martín-Barbero. Entre as contribuições do trabalho empírico realizado a partir de observações, escrita de diário de campo e 40 entrevistas, com 20 jovens – com idade entre 14 e 24 anos - filhos de assentados moradores do Assentamento Capela (Nova Santa Rita/RS/Brasil), pode-se dizer que os jovens deste Assentamento transitam em um cotidiano híbrido de culturas rurais e urbanas; servem-se dos discursos televisivos para e sobre juventude como ferramentas de constituição de modos de ser jovem, empreendendo novas sociabilidades e afetividades. Um outro aspecto relevante é que o discurso do MST presente no cotidiano familiar e na escola, por exemplo, é importante mediador dos discursos televisivos, propiciando a esses jovens um olhar peculiar sobre os ditos da TV.
Résumé Cette recherche se place au croisement des études de l’éducation et de la communication. Cela se doit, du moins, à deux constatations: la première, c’est que les médias, plus particulièrement la télévision, fonctionnent, dans notre société, comme un espace de formation de sujets; la deuxièmme, c’est que la plupart des discours produits aujourd’hui dans les médias, sont adressés aux jeunes. Ainsi, cett étude a affaire aux questions suivantes: 1) Le rapport de jeunes sujets avec le discours télévisés et se pose, en même temps, des questions concernant les médiations; les processus de production de sens et de re-signification des « dits » de la Télé sur la jeunesse du milieu rural, plus particulièrement sur les jeunes d’un « Assentamento » de Réforme Agraire ; 2) Les modes de subjectivation appris à la télé par ces jeunes, issus du milieu rural, mais qui sont constamment en contact avec les réseaux de communication et de technologie du monde contemporain. Pour entreprendre cette recherche, j’ai fait appel, d’une part, aux concepts de savoir, aux rapports de pouvoir et aux modes de subjectivation développés par le philosophe français Michel Foucault ; d’autre part, je me suis appuyée sur la théorie de l’usage social des moyens, de Jésus Martín-Barbero ; Parmi les contribuitions du travail empirique réalisé à partir d’observations ; d’un journal élaboré sur place, à partir de la réalité observée et de 40 interviews auprès de 20 jeunes, entre 14 et 24 ans, tous enfants de travailleurs ruraux bénéficiaires de la Réforme Agraire (Assentamento Capela/Nova Santa Rita/RS/Brasil), on cite celle où l’on constate que ces jeunes circulent dans un quotidien hybride, de cultures rurales et urbaines ; Ils se servent des discours télévisés sur la jeunesse et pour celle-ci, pour en faire des outils qui fabriqueront des « façons d’être jeune », en entreprenant de nouvelles sociabilités et de nouvelles affectivités. Un autre aspect à souligner c’est que le discours du MST (Mouvement des Sans-Terre) véhiculé au jour le jour, aussi bien en famille qu’à l’école, par exemple, se trouve être un important médiateur des discours télévisés, ce qui procure à tous ces jeunes un regard singulier sur les « dits » de la Télé.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/8966
Arquivos Descrição Formato
000592411.pdf (971.4Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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