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Amostragem em bola de neve e respondent-driven sampling : uma descrição dos métodos

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Amostragem em bola de neve e respondent-driven sampling : uma descrição dos métodos

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Estatísticas

Título Amostragem em bola de neve e respondent-driven sampling : uma descrição dos métodos
Autor Dewes, João Osvaldo
Orientador Nunes, Luciana Neves
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Matemática. Departamento de Estatística. Curso de Estatística: Bacharelado.
Assunto Estudo de probabilidades
Resumo Há casos em que os pesquisadores se deparam com um certo tipo de população que envolve uma grande dificuldade de se estudar devido à incapacidade de utilizar-se os planos amostrais mais usuais, dada a baixa visibilidade de seus membros, por diversos motivos, sendo alguns deles comportamento ilegal ou socialmente estigmatizado. Essas populações são normalmente denominadas escondidas e não possuem um sistema de referências do qual se possa retirar uma amostra probabilística. Apesar dessa dificuldade, em várias delas ocorre um fenômeno que é o de membros dessa população saberem reconhecer outros membros dela, dado que o comportamento que os torna parte da população envolve interações entre seus membros, por motivos tais como, por exemplo, na população de usuário de drogas injetáveis haver o compartilhamento de seringas. A amostragem em bola de neve utiliza-se dessas ligações entre os membros da população para conseguir, partindo de alguns indivíduos membros da população, obter uma amostra dela. O método funciona a partir da indicação por parte de algum indivíduo da população de outros que também fazem parte, e assim sucessivamente, caracterizando-se num formato semelhante ao de uma bola de neve que vai acumulando os flocos de neve ao rolar e se tornando cada vez maior. Como as pessoas costumam se relacionar com outros semelhantes, além de algumas pessoas terem muitas relações e outras serem reclusas sociais, essa seleção costuma trazer viés, primeiro em favor das características das pessoas que começam esse processo e depois das pessoas mais “famosas” em detrimento das que têm menos contatos. Esses fatos tornam impossível saber as probabilidades de seleção de algum indivíduo, caracterizando o processo em um método não-probabilístico. De fato, é de grande interesse dos pesquisadores conseguir fazer inferência para essas populações e dentre as muitas tentativas existe o método respondent-driven sampling, que se utiliza de uma ponderação matemática da amostragem em bola de neve para conseguir fazer inferências sobre a população, controlando no modelo estes fatores que influenciam no viés da amostragem em bola de neve. Este trabalho apresenta os dois métodos, primeiro a amostragem em bola de neve, mostrando como funciona a metodologia da sua aplicação e depois o método respondent-driven sampling. Mostra-se que o método bola de neve é util para coletar informações de indivíduos de populações escondidas, mas não serve para fazer generalizações, enquanto o método respondent-driven sampling (RDS) se mostra muito promissor e consegue medidas interessantes para o pesquisador. Entretanto, o método RDS não possui estimadores confiáveis, sendo seus principais problemas a variância alta destes e as suposições do método que são muito rigorosas e normalmente não atendidas na prática do processo amostral.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/93246
Arquivos Descrição Formato
000915046.pdf (1.819Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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