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Caracterização da alteração hidrotermal micácea do tipo greisen e dos reequilíbrios de baixa temperatura em áreas graníticas : o exemplo do Distrito Estanífero de Encruzilhada do Sul, RS

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Caracterização da alteração hidrotermal micácea do tipo greisen e dos reequilíbrios de baixa temperatura em áreas graníticas : o exemplo do Distrito Estanífero de Encruzilhada do Sul, RS

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Título Caracterização da alteração hidrotermal micácea do tipo greisen e dos reequilíbrios de baixa temperatura em áreas graníticas : o exemplo do Distrito Estanífero de Encruzilhada do Sul, RS
Autor Teixeira, Roberto dos Santos
Orientador Frantz, Jose Carlos
Data 2005
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Programa de Pós-Graduação em Geociências.
Assunto Alteração hidrotermal : Rio Grande do Sul
Geoquímica
Resumo A alteração hidrotermal que acompanham a mineralização de estanho no Distrito Estanífero de Encruzilhada do Sul tem relação espacial com intrusões graníticas e é o seu mais importante controle de ocorrência. Os granitos aos quais estão associadas as principais zonas de alteração hidrotermal estão incorporados na Suíte Intrusiva Cordilheira e na Suíte Intrusiva Campinas. Zonas de alteração hidrotermal com mica branca, turmalina, caolinita e cassiterita indicam intensa circulação de fluidos em um amplo intervalo de temperatura. As zonas de alteração micáceas acompanham veios de quartzo e contêm cassiterita. As zonas com alteração a caolinita são em geral estéreis e podem representar alteração hidrotermal de muito baixa temperatura ou mesmo alteração intempérica. O detalhamento das zonas de alteração hidrotermal permite reconhecer a presença de paragêneses de alta e de baixa temperatura. A primeira é constituída por zonas micáceas e zonas turmalinizadas, enquanto a segunda está representada por uma alteração onde domina a presença das zonas argilizadas. A análise dos fluidos associados aos produtos de alteração hidrotermal nas três principais minas do Distrito, Mina Cerro Branco, Mina Campinas e Mina Tabuleiro indicou a presença de fluidos aquosos e fluidos aquo-carbônicos no processo gerador da alteração hidrotermal. As temperaturas de homogeneização das fases fluidas variam em um amplo intervalo desde 440°C até 120°C. As zonas de alteração hidrotermal que acompanham os corpos graníticos da Suíte Intrusiva Cordilheira apresentam distribuição pervasiva por centenas de metros com predomínio de alterações contendo mica branca e turmalina. As zonas de alteração hidrotermal que acompanham os corpos da Suíte Intrusiva Campinas são limitadas à cúpulas e zonas de contato das injeções graníticas, com predomínio de alteração micácea, com veios de quartzo associados, e zonas argílicas subordinadas. As micas brancas associadas a greisen e a zonas de alteração micácea, geradas tanto sobre granitóides da Suíte Intrusivas Cordilheira quanto da Suíte Intrusiva Campinas, variam entre muscovita e fengita, com predomínio do politipo 2M1. O politipo 2M1 representa o maior volume de micas geradas durante a alteração hidrotermal. Politipo 3T também ocorre mas é menos freqüente e representa a formação de micas brancas sobre restos de biotita durante a formação de greisens. A composição de mica branca associada às zonas de alteração hidrotermal é marcada por aumento nos valores de Si e de Al que correspondem tanto a substituições tetraédricas quanto octaédricas. A mica branca hidrotermal gerada sobre granitos da Suíte Intusiva Cordilheira tem aumentos do número de cátions de Si por unidade de fórmula, no sítio IV, acompanhados por um pequeno aumento de AlVI sem variação significativa do Al total. No caso da mica branca gerada sobre granitóides da Suíte Intrusiva Campinas os aumentos de Si são acompanhados por aumentos de Altot e de AlVI com mesma magnitude. As zonas de alteração argílica estão presentes de forma importante apenas nas zonas de cúpula das intrusões graníticas da Suíte Intrusiva Campinas, com distribuição ao longo das margens de veios de quartzo e greisen em stockwork. O detalhamento das zonas argílicas indicou a presença de caolinita, haloisita 7Å e haloisita 10Å, sem a presença de dickita. Os processos hidrotermais que atuaram no Distrito Estanífero de Encruzilhada do Sul ocorreram em uma faixa de temperatura de cerca de 450°C até cerca de 120°C. A alteração argílica foi possivelmente iniciada sob a ação dos fluidos hidrotermais de mais baixa temperatura, com o volume final da alteração argílica sendo gerado por fluidos intempéricos que atuaram sobre as zonas de alteração argílica hidrotermal.
Abstract The hydrothermal alteration that hosts the tin mineralization in the Encruzilhada do Sul’s Tin District constitutes the main pathfinder of the ore. The alteration is spatially related with granitic intrusions from the Cordilheira Intrusive Suite and the Campinas Intrusive Suite. The hydrothermal alteration zones are characterized by white mica, tourmaline, kaolinite and cassiterite. This mineralogical assemblage indicates high fluid circulation and large temperature range. The mica-rich alteration zones are cassiterite-rich and occur associated to quartz veins. The kaolinite-rich alteration zones are normally barren and possibly result from a very low temperature hydrothermal alteration or even from weathering. The detailed description of hydrothermal alteration zones allows the recognition of highand low-temperature paragenesis, characterized by distinctive mineralogy. The former is constituted by mica- and tourmaline-rich zones whilst the last is dominated by argillic zones. The fluid analyses from the three main mines of the district, the Cerro Branco Mine, the Campinas Mine and the Tabuleiro Mine, revealed aqueous and aqueo-carbonic fluids related to the hydrothermal alteration process. The homogeneous temperatures of the fluid phases vary within a large range, from 440oC to 120oC. The hydrothermal alteration zones that occur associated with granitic bodies from the Cordilheira Intrusive Suite show a pervasive distribution along hundreds of meters. White mica- and tourmaline-rich alterations predominate in these zones. The hydrothermal alteration zones that occur associated with granitic bodies from the Campinas Intrusive Suite are restricted to apical zones and contact zones. Mica-rich alteration associated with quartz-veins prevails in these bodies accompanying by minor argillic zones. The white micas that occur associated to greisen and to mica-rich alteration zones from both intrusive suites (Cordilheira and Campinas) vary from muscovite to phengite. The 2M1 polytype predominates and consists of the major volume of micas crystallized during the hydrothermal alteration process. The 3T polytype also occurs but is less abundant. The 3T polytype occurs when white mica replace biotite remains during greisens formation. The white mica from hydrothermal alteration zones is characterized by increasing in Si and in Al, which correspond to both octaedric and tetraedric substitutions. The hydrothermal white mica from the Cordilheira Intrusive Suite has additional Si cations per formula unit, at IV site, followed by a minor increase of AlVI without significant change in total Al. In the case of the hydrothermal white mica from the Campinas Intrusive Suite, the increases of Si are followed by substantial increases of total Al and AlVI. Significant argillic alteration zones occur only at apical intrusion zones from the campinas Intrusive suite. The argillic zones occur along the quartz vein margins and greisen from stockwork. The detailed description from the argillic zones allowed the identification of kaolinite, halloysite 7Ǻ and halloysite 10Ǻ. Dickite is absent. The temperature range from the hydrothermal process that occurred in the Encruzilhada do Sul’s Tin Discrict varied from 450oC to circa 120oC. The argillic alteration possibly was initiated by the low temperature hydrothermal fluids. The final volume of argillic alteration was probably produced by weathering fluids that circulated in these previously hydrothermal argillic alteration zones.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/9987
Arquivos Descrição Formato
000556697.pdf (1.754Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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