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Panorama do ensino de língua alemã para alunos da educação infantil na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Panorama do ensino de língua alemã para alunos da educação infantil na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Título Panorama do ensino de língua alemã para alunos da educação infantil na Região Metropolitana de Porto Alegre
Autor Borges, Clarissa Leonhardt
Orientador Pupp Spinassé, Karen
Data 2015
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Dialeto hunsrückisch
Ensino e aprendizagem
Estudos da linguagem
Língua adicional
Língua alemã
Língua estrangeira
Lingüística aplicada
Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)
Sociolingüística
[de] Bilingualer kontext
[de] Deutsch als fremdsprache
[de] Sprachunterricht im vorgrundschulalter
Resumo O presente trabalho aborda o ensino de alemão como língua estrangeira para crianças da Educação Infantil (EI) e foi motivado pela escassez de estudos brasileiros específicos sobre o ensino de alemão. Os princiais objetivos da pesquisa foram relatar como se dão as práticas de ensino de língua alemã para alunos entre zero e seis anos de idade, quais os materiais didáticos utilizados na elaboração das aulas e quais são as características de formação dos professores. Esta dissertação de mestrado apresenta, portanto, alguns dados quantitativos, bem como qualitativos sobre o ensino de alemão na EI no Rio Grande do Sul e, especialmente, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A pesquisa direcionou-se também a localidades em que se fala o hunsrückisch, língua de imigração de base alemã ainda muito falada na região sul do Brasil, sendo Língua Materna de muitas crianças paralelamente ao português. Uma escola em Linha Brasil foi, portanto, escolhida, por se localizar em contexto rural e por lá haver (supunha-se) mais crianças falantes de hunsrückisch como Língua Materna. Para a pesquisa empírica foram escolhidas ainda outras quatro escolas (em Porto Alegre, em São Leopoldo, e duas escolas em Ivoti), onde os alunos falavam apenas português como Língua Materna. Nessas cinco escolas foram observadas não apenas aulas como também os materiais didáticos e foram conduzidas entrevistas livres, semi-estruturadas com as professoras. Para a padronização das observações, foi desenvolvida uma adaptação do quadro de observações COLT (Communicative Orientation of Language Teaching) de Allen et al. (1984, p. 233 apud NUNAN, 1992). Os dados aqui coletados indicam cerca de 620 alunos de alemão na EI assim como aproximadamente 22 escolas no Rio Grande do Sul, que oferecem o ensino de alemão como parte das atividades da EI. Apesar do número relativamente alto de escolas em que a língua alemã está prevista na grade curricular, não há diretrizes governamentais que regulamentem o ensino de línguas desde a EI. Os currículos escolares são, por isso, desenvovidos por cada uma das escolas ou por cada um dos professores de alemão. Cada escola determina também a carga-horária do ensino de alemão na EI e apenas na escola em Porto Alegre, dentro do currículo bilíngue, os alunos têm aulas de alemão todos os dias. As outras escolas oferecem aulas de alemão uma a duas vezes por semana, o que, segundo a teoria pesquisada, não seria suficiente para que sejam alcançados os resultados positivos do bilinguismo (HÄCKEL, 2011). A metodologia empregada nas aulas poderia ser denominada experimental, porque não há, no Brasil, formação acadêmica específica na área de ensino de línguas para crianças de zero a seis anos. Apesar dessa lacuna na formação, algumas professoras mostraram abordagens interessantes, como a estruturação das aulas a partir de projetos cuja temática se relaciona a livros de literatura ou uma abordagem que promove a sensibilização linguística no contexto bilíngue de contato português-hunsrückisch. Esses resultados contribuem para o fortalecimento do debate sobre o ensino de línguas na EI no Brasil.
Zusammenfassung In der vorliegenden Arbeit geht es um den frühkindlichen Erwerb des Deutschen als Fremdsprache im Vorgrundschulalter (EI). Das Thema dieser Untersuchung ergab sich aus dem Mangel wissenschaftlicher Forschung in Brasilien über Deutsch als Fremdsprache für Kinder. Die folgende Untersuchung hatte zum Ziel, ein Bericht nicht nur über DaF für Kinder zwischen 0 und 6 Jahre alt in der Praxis und über die Materilien, die dafür verwendet werden, sondern auch über die Ausbildung der LehrerInnen. Diese Arbeit stellt die Auswertung quantitativer sowie qualitativer Daten über DaF im Vorgrundschulalter in Rio Grande do Sul und besonders im Groβraum Porto Alegre vor. Die Untersuchung berücksichtigte auch den hunsrückischsprachigen Kontext, der aus der deutschen Einwanderung im XIX Jahrhundert in Brasilien entstand. Noch heute sprechen viele diese Mundart als Muttersprache neben dem Portugiesischen. Die Auswahl der Schule in Linha Brasil liegt darin begründet, dass sie auf dem Land liegt und dort vermutlich mehrere Kinder Hunsrückisch als Muttersprache sprechen würden. Zur empirischen Forschung wurden vier weitere Schulen ausgesucht (in Porto Alegre, in São Leopoldo und zwei Schulen in Ivoti), wo die Muttersprache der SchülerInnen ausschließlich Portugiesisch ist. In diesen fünf Schulen wurden nicht nur Unterrichtsstunden, sondern auch didaktische Materialien beobachtet. Mit den Lehrerinnen, die DaF unterrichten, wurden offene, semi-strukturierte Interviews geführt. Um die Beobachtungen zu vereinheitlichen, wurde den Beobachtungsbogen COLT (Communicative Orientation of Language Teaching) de Allen et al. (1984, p. 233 apud NUNAN, 1992) bearbeitet. Die hier erhobenen Daten beziehen sich auf ca. 620 DaF-SchlülerInnen zwischen null und sechs Jahren und an ungefähr 22 Schulen in Rio Grande do Sul, die DaF-Kurse als Teil der Aktivitäten der Vorgrundschule anbieten. Obwohl relativ viele Schulen DaF anbieten, gibt es keine Reglementierung seitens der Regierung bezüglich frühkindlicher Spracherziehung. Die Lehrpläne werden deshalb von jeder Schule oder von jeder DaF-Lehrerin selbst entwickelt. Jede Schule bestimmt auch, wie viele Stunden DaF im Kindergarten unterrichtet werden. So haben nur die Kinder in der Schule in Porto Alegre jeden Tag DaF-Unterricht. Die anderen Schulen bieten Sprachunterricht nur einmal oder zweimal in der Woche an, was laut der untersuchten Bibliographie nicht ausreichen würde, um die Vorteile der Zweisprachigkeit zu erreichen (HÄCKEL, 2011). Die angewandte Methodik kann als experimentell bezeichnet werden, weil eine akademische Ausbildung im Bereich Sprachunterricht im Kindergarten in Brasilien noch nicht vorhanden ist. Trotzdem zeigten einige Lehrerinnen interessante Ansätze, wie beispielsweise Literaturprojekte und Language Awareness-Ansätze im bilingualen Kontext Portugiesisch-Hunsrückisch. Sicherlich tragen die Ergebnisse dieser Arbeit zu einer Verstärkung der aktuellen Debatte um frühkindliche Spracherziehung in Brasilien bei.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/114841
Arquivos Descrição Formato
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