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Efeito da metformina no potencial metastático de células epiteliais endometriais primárias em um ambiente hiperinsulinêmico

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Efeito da metformina no potencial metastático de células epiteliais endometriais primárias em um ambiente hiperinsulinêmico

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Título Efeito da metformina no potencial metastático de células epiteliais endometriais primárias em um ambiente hiperinsulinêmico
Autor Reis, Vania Marisia Santos Fortes dos
Orientador Capp, Edison
Co-orientador Machado, Amanda de Barros
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Ciências Básicas da Saúde. Curso de Biomedicina.
Assunto Células epiteliais
Endométrio
Metástase neoplásica
Metformina
Resistência à insulina
Resumo O endométrio é a camada mucosa que reveste o útero internamente. Este tecido sofre alterações cíclicas em mulheres ainda na idade reprodutiva, decorrente da estimulação por hormônios. Os principais hormônios neste tecido são a progesterona e o estrogênio que modulam a proliferação e diferenciação das células endometriais, processos importantes na regeneração após o ciclo menstrual. O endométrio pode ser alvo de patologias como o câncer, endometriose e cistos, que afetam a sua função fisiológica. O câncer de endométrio tem se tornado cada vez mais prevalente devido ao estilo de vida moderno, aumento de casos de obesidade e consequentemente hiperglicemia e hiperinsulinemia. A faixa etária mais acometida com esta patologia são mulheres após os 50 anos, na menopausa. Neste período elas se tornam mais predispostas ao acúmulo de gordura abdominal e atrofia endometrial devido à ausência do hormônio estrogênio. Este estado se agrava com o desenvolvimento de metástases, que conferem agressividade à doença pela proliferação excessiva das células tumorais e invasividade. A hiperinsulinemia surge principalmente do aumento da resistência à insulina, que faz aumentar os níveis glicêmicos na circulação sanguínea. A hiperglicemia leva a uma superprodução de insulina no pâncreas, sendo que este hormônio é considerado um antiapoptótico e promotor da proliferação celular. O mecanismo provável da proliferação provocada pela insulina está envolvido com a via PI3K/Akt e mTOR diretamente e com a IGF-1 indiretamente. Sabe-se que a insulina e a IGF-1 agem por vias semelhantes. Estudos epidemiológicos mostraram uma associação entre altos níveis de insulina e diversos tipos de câncer, incluindo o câncer endometrial, sendo que mulheres acometidas com a diabetes apresentam alto risco de desenvolver neoplasias. Isto levou à proposta da utilização de agentes insulino-sensibilizantes no tratamento do câncer, sendo o fármaco metformina um dos melhores candidatos na classe. Os mecanismos pela qual a metformina atua ainda não são completamente esclarecidos. Desta forma, avaliamos o efeito da metformina no potencial metastático de células epiteliais endometriais primárias de pacientes saudáveis, quando na presença de excesso de insulina. Os parâmetros avaliados foram a habilidade de invasão, migração e proliferação destas células após um período de tratamento com a metformina. Para isso as células foram divididas nos grupos G1 (Controle), G2 (Insulina), G3 (Metformina) e G4 (Insulina+Metformina). Foi utilizado o Ensaio de Invasão e Ensaio de Migração para testar a capacidade de invadir e migrar (n=4). No primeiro ensaio, os resultados mostraram uma redução da taxa de migração do grupo G3 em relação aos grupos G1 e G4. A invasão das células tratadas com metformina (G3) também diminuiu quando comparada ao grupo G4, mas não ao Controle. Não se observou um aumento da migração e invasão no grupo tratado com insulina. Para avaliar à capacidade de proliferação foi realizado o Ensaio de Proliferação EdU (n=1) com as células tratadas por 24 horas. Os dados obtidos são demonstrativos e indicaram uma redução acentuada da densidade celular dos grupos G3 e G4 em relação ao grupo tratado com insulina após as 24 horas. No entanto as taxas de proliferação de todos os grupos nas 4 horas subsequentes ao tratamento foram significativamente maiores que o grupo Controle. Estes resultados sugerem que a metformina atua diminuindo a invasão, migração e proliferação das células endometriais primárias, sendo necessários mais estudos para confirmar e melhor elucidar os mecanismos envolvidos.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/130566
Arquivos Descrição Formato
000979165.pdf (1.141Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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