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Mielofibrose aguda : internações na rede pública brasileira, 2008-2012

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Mielofibrose aguda : internações na rede pública brasileira, 2008-2012

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Título Mielofibrose aguda : internações na rede pública brasileira, 2008-2012
Autor Santos, Eduardo Fagundes dos
Orientador Rosa, Roger dos Santos
Data 2015
Nível Especialização
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Especialização em Saúde Pública.
Assunto Cobertura de serviços públicos de saúde
Doenças raras
Mielofibrose primária
Sistemas de informação hospitalar
Resumo Contexto: As Doenças Raras no Brasil são um tema recente junto aos órgãos regulató- rios governamentais. A Politica Nacional respectiva foi contemplada apenas em 2014 com a Portaria nº 199 do Ministério da Saúde. Objetivo: Descrever as características das internações na rede pública brasileira por Mielofibrose Aguda, uma doença rara, entre os anos de 2008 e 2012. Procedimentos metodológicos: Estudo epidemiológico de base populacional, observacional e transversal, com base nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram selecionadas internações relativas às competências janeiro de 2008 a dezembro de 2012, disponíveis publicamente no sit do DATASUS, cujo diagnóstico principal foi CID-10 C94.5. Cálculo de indicadores por sexo, faixas etárias, utilização de UTI e gastos por internação. Resultados: Foram ana- lisadas 501 AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar) tipo 1 devidas a Mielofibrose Aguda (0,53/milhão de habitantes/ano) cuja letalidade foi de 11,6% (58 óbitos) e coefi- ciente de mortalidade hospitalar de 0,06/milhão de habitantes/ano. O total de interna- ções distribuiu-se em 72,5% para homens e 27,5% para mulheres. A faixa etária de 65 a 69 anos foi a que mais utilizou dias de internação, coincidindo com a mediana de mor- te devido à doença. O tempo médio de permanência foi de 8,7 dias, com um custo total de R$ 2,9 milhões no período analisado e R$ 5,9 mil por internação. Entre as AIHs para pacientes do sexo masculino, os óbitos representaram 10,7%, enquanto para o sexo feminino 13,8%. As mulheres registraram em média 12,5 dias de internação, ou seja, 5,3 dias a mais do que os homens (7,2 dias). O gasto médio por internação foi de R$ 5.856,17 e os gastos médios das pacientes do sexo feminino (R$ 9.125,37) foram maio- res do que os do sexo masculino (R$ 4.613,34). A região sul do Brasil registrou 87,2% das 501 AIHs analisadas. Dentre as 86 AIH oriundas do Rio Grande do Sul, 60 tiveram origem em Santa Cruz do Sul. Conclusão: Ainda que o total de internações no Brasil tenha correspondido a apenas cerca de 100 por ano, a Mielofibrose Aguda, por atingir população idosa, apresenta um potencial de expansão devido à transição demográfica, a melhores métodos diagnósticos, e a expectativa de crescimento desse segmento po- pulacional.
Tipo Trabalho de conclusão de especialização
URI http://hdl.handle.net/10183/131176
Arquivos Descrição Formato
000979827.pdf (332.4Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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