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"Stretching their shadows far away" : weaving chekhov and the brontës on the stage through Blake Morrison's We are three sisters

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"Stretching their shadows far away" : weaving chekhov and the brontës on the stage through Blake Morrison's We are three sisters

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Título "Stretching their shadows far away" : weaving chekhov and the brontës on the stage through Blake Morrison's We are three sisters
Autor Fritsch, Valter Henrique de Castro
Orientador Maggio, Sandra Sirangelo
Data 2016
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Estudos do imaginário
Literatura : Teatro
Morrison, Blake
[en] Anton
[en] Chekhov
[en] Contemporary british theatre
[en] Irmãs Brontë
[en] Studies of the imaginary
Abstract This PhD dissertation analyzes the play We Are Three Sisters, written in 2011 by the poet and British playwright Philip Blake Morrison, in order to discuss the links between the instances of the fictional, the real, imagery and biography. Morrison uses as a backdrop for the elaboration of We Are Three Sisters the text Three Sisters (1900), by the Russian playwright Anton Chekhov. Morrison fills his play with data on the life of the Brontë sisters, as depicted by the historian and biographer Juliet Barker in The Brontës: Wild Genius on the Moors (2010). Barker, who was for years curator of the library of the Brontë Society, entrusted Morrison data from her research and helped Morrison to transport them to the play he was writing. I consider it important to examine how this process of fraying of the borders between the real and the fictional, through symbolic imagery and content, takes place, because it reflects a kind of practice increasingly used by contemporary authors. The dialogue between the turn of Chekhov’s Russia of the nineteenth/twentieth century and the (countryside) scenario (industrial) north of England in the Victorian period, when equated by Morrison in the context of today, invites us to make some considerations that have much to tell us about the parameters of contemporary dramaturgy. Besides, being three great authors of the Victorian canon, the Brontë sisters also come as British cultural icons, so often represented as characters in fictional biographies, novels, movies, ballets and plays. To write his appropriation of the Brontë’s life, Morrison is supported by Juliet Barker’s biography, while using Chekhov’s play as a shadow text, a matrix which serves as the basis for its creation, a scaffold around which he builds its plot. The intertwining movement of reality and fiction conceived by Morrison and the production of symbolic content through the analysis of archetypical images are the main focus of this PhD dissertation. I chose as a working methodology the approach of the three texts, Morrison’s, Barker’s and Chekhov’s, through the tools of the Studies of the Imaginary, represented by the analysis of imagery content as proposed by Gaston Bachelard, Gilbert Durand, Carl Gustav Jung and Castor Bartolomé Ruiz, since the work points to dialogic possibilities between image and word within the paradigms of the contemporary theater scene.
Resumo A presente tese analisa a peça We Are Three Sisters - escrita em 2011 pelo poeta e dramaturgo britânico Philip Blake Morrison - com o objetivo de discutir as ligações entre as instâncias do ficcional, do real, do imagético e do biográfico. Morrison utiliza como pano de fundo para a elaboração de We Are Three Sisters o texto As Três Irmãs (1902) do dramaturgo russo Anton Chekhov. Morrison preenche sua peça com dados sobre a vida das irmãs Brontë, como retratados pela historiadora e biógrafa Juliet Barker em The Brontës: Wild Genius on the Moors (2010). Barker, que foi curadora da biblioteca da Brontë Society durante anos, confiou a Morrison os dados de sua pesquisa e o auxiliou a transportá-los para a peça que ele estava escrevendo. Considero importante examinar como se dá esse processo de esgarçamento das fronteiras entre o real e o ficcional através do conteúdo simbólico e imagético, porque ele reflete um tipo de prática cada vez mais utilizada por autores contemporâneos. O diálogo entre a Rússia de Chekhov da virada do século XIX/XX e o cenário (interiorano) do norte (industrial) da Inglaterra no período vitoriano, quando equacionados por Morrison no contexto dos dias de hoje, convidam-nos a traçar considerações que muito têm a nos dizer sobre os parâmetros da dramaturgia contemporânea. Além de serem três grandes autoras do cânone vitoriano, as irmãs Brontë surgem também como ícones culturais britânicos, tantas vezes já representadas como personagens em biografias ficcionais, romances, filmes, balés e peças de teatro. Para escrever sua apropriação da vida das Brontë, Morrison ampara-se na biografia de Juliet Barker, ao mesmo tempo em que utiliza a peça de Chekhov como um texto-sombra, uma matriz que serve como base para sua criação, um andaime em torno do qual constrói seu enredo. O movimento de entrelaçamento de realidade e ficção realizado por Morrison e a produção do conteúdo simbólico através da análise de imagens arquetípicas são o principal foco de interesse desta tese. Escolhi como metodologia de trabalho a aproximação entre os três textos, o de Morrison, o de Barker e o de Chekhov, através de ferramentas dos Estudos do Imaginário, representados pela análise de conteúdos imagéticos nos termos propostos por Gaston Bachelard, Gilbert Durand, Carl Gustav Jung e Castor Bartolomé Ruiz, uma vez que a tese aponta para possibilidades dialógicas entre imagem e palavra dentro dos paradigmas da cena teatral contemporânea.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/140154
Arquivos Descrição Formato
000990406.pdf (6.396Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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