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Plantas medicinais em atenção primária veterinária : atividade antimicrobiana frente a bactérias relacionadas com mastite bovina e a dermatófitos.

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Plantas medicinais em atenção primária veterinária : atividade antimicrobiana frente a bactérias relacionadas com mastite bovina e a dermatófitos.

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Título Plantas medicinais em atenção primária veterinária : atividade antimicrobiana frente a bactérias relacionadas com mastite bovina e a dermatófitos.
Autor Schuch, Luiz Filipe Damé
Orientador Wiest, Jose Maria
Data 2008
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Veterinária. Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias.
Assunto Mastite : Bovinos
Plantas medicinais : Atividade antimicrobiana
Plantas medicinais : Uso terapêutico
Plantas medicinais : Veterinaria
[en] Antiseptics
[en] Bovine mastitis
[en] Medicinal plants
Resumo As plantas medicinais são utilizadas pelo homem desde os primórdios da humanidade. O conhecimento com relação a sua identificação e uso estabelecido pelo processo de experimentação, acertos e erros, é um patrimônio cultural dos povos. Com base nos princípios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, o resgate destes conhecimentos está sendo valorizado, através das etnociências. As práticas tradicionais em veterinária seguem o mesmo caminho. O novo paradigma para a produção agropecuária, trazido pela agroecologia, integra os conhecimentos tradicionais e aqueles ditos “modernos” para a moldagem de uma agricultura social, cultural, econômica e ecologicamente sustentável. Com base nesses parâmetros, este trabalho teve por objetivo avaliar plantas medicinais indicadas para uso como anti-séptico/desinfetante em situações-problema em produção animal, mais especificamente, em mastite bovina e dermatofitose, por uma comunidade agrícola. A coleta de informações referente ao uso das plantas foi realizada junto a COOPAVA, Cooperativa de Agricultores Assentados da reforma agrária, localizada no Município de Piratini, RS, utilizando método participativo, na moldagem de um planejamento de produção de leite em transição agroecológica. As plantas selecionadas foram Baccharis trimera, Bidens pilosa, Eucalyptus sp., Polygonum hydropiper e Tagetes minuta. Utilizaram-se extratos hidroalcoólicos (EHA) e decoctos (DEC) das plantas selecionadas – soluções desinfetantes - para avaliar: atividade antibacteriana frente a microrganismos causadores de mastite, utilizando o método da microdiluição serial em placas para estabelecer atividade inibidora e inativadora dos extratos; concentração inibitória mínima para dermatófitos de interesse em saúde animal e humana; e a cinética de inativação de microrganismos relacionados a mastite bovina pelas soluções desinfetantes. Essas soluções desinfetantes foram confrontadas com 25 amostras bacterianas, sendo nove Staphylococcus coagulase positiva, sete Staphylococcus coagulase negativa, oito Streptococcus spp. e uma Pseudomonas aeruginosa. Todos os extratos avaliados apresentaram ação antibacteriana. O EHA de Eucalyptus foi o que apresentou maior atividade inibidora bacteriana no conjunto do experimento. Quanto à inativação, o EHA de Eucalyptus, o EHA B. trimera e o DEC T. minuta apresentaram os melhores resultados, inclusive atuando frente a P. aeruginosa, embora em concentração mais alta do que frente às outras bactérias (p<0,05). Obteve-se atividade antifúngica de todos os EHA frente a todos os isolados avaliados, variando a CIM de 5,5% para EHA de T. minuta a 19,5% para EHA de B. trimera. Os decoctos de B. trimera e P. hydropiper foram os únicos ativos contra esses fungos. Os três EHA testados quanto a tempo de inativação tiveram bom desempenho frente a bactérias Gram positivas, com eficácia semelhante ao controle clorexidina a 0,18% (p>0,05) frente a S. agalactiae, com e sem a presença de matéria orgânica e, com exceção do EHA de B. trimera, frente a S. aureus sem matéria orgânica. Os decoctos tiveram desempenho inferior, apresentando bom desempenho somente frente a S. agalactiae. O desinfetante controle foi o mais eficaz quando confrontado com P. aeruginosa. Todas as soluções desinfetantes foram sensíveis à matéria orgânica. Pode-se concluir que as plantas medicinais com indicativo anti-séptico/desinfetante podem ser úteis em sistemas de produção agroecológicos, em situações-problema relacionadas aos agentes testados.
Abstract Since these ancient times, the succeeding civilization all over the world had used medicinal plants, in human and animal healthcare. The knowledge about it has evolutioned through trial and error methods and it’s the cultural patrimony of the peoples. In consonance to the WHO strategies, the identification and valorization this knowledge is on, by the ethno sciences. Agroecology is the new paradigm that it focuses on a systemic vision to integrate of the traditional and non-traditional practices. Two can complement one another to achieve a cultural, economic, ecologic and social sustainable livestock health care delivery system. This purpose of the present study was to evaluable “in vitro” activity of medicinal plants used to disinfectant/antiseptic in practice livestock to bovine mastitis and dermatophytes disease. The informants were familiar agriculturist on the agrarian reform seatment, on Piratini city, RS, as previous report, using participatory approaches. The five medicinal plants were selectioned: Baccharis trimera, Bidens pilosa, Eucalyptus sp., Polygonum hydropiper and Tagetes minuta. Antibacterial activity (bacteriostatic or bactericidal) of the hidroalchoolic (EHA) or decoction (DEC) extracts were determined through the serial dilution method in the multiple tube system in the microplate against 25 contagious bovine mastitis bacterial – nine Staphylococcus coagulase positive, seven Staphylococcus coagulase negative, eight Streptococcus spp and a P. aeruginosa. Minimal Inhibitory Concentration for six samples of dermatophytes was determined by dilution methods in the microplates. To test antibacterial kinetic, EHA and DEC of B. trimera, Eucalyptus and T. minuta were confronted to S. aureus, S. agalactiae and P. aeruginosa in different times and with or without organic load, included chlorhexidine 0.18% by control. All extracts were antibacterial. EHA from leaves of Eucalyptus sp. was the most bacteriostatic effective, and the same extract plus EHA B. trimera and DEC T. minuta were the best bactericidal. P. aeruginosa was more resistant that Gram positive bacterial (p<0.05). All EHA inhibited all dermatophytes valued. MIC was between 5.5% to EHA T. minuta and 19.5% to EHA B. trimera. DEC B. trimera and P. hydropiper were effective. In the kinetics experiment, the three EHA exhibited a good activity against Gram positive organisms. It were as strong to control, in presence or absence to organic load against S. agalactiae, and excluded EHA B. trimera, against S. aureus without organic load. The DECs were fewer effective. It was acted against S. agalactiae only. Chlorexidine was the best against P. aeruginosa. All disinfection solutions were sensible to organic load. The conclusion were that medicinal plants used ethnoknowledge system can to improved livestock health in the agroecologic systems, related to the studied transmitted agents.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/14334
Arquivos Descrição Formato
000665036.pdf (620.7Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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