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Que autonomia é essa? : uma etnografia com professores de educação física em uma escola da rede municipal de ensino de Porto Alegre-RS

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Que autonomia é essa? : uma etnografia com professores de educação física em uma escola da rede municipal de ensino de Porto Alegre-RS

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Título Que autonomia é essa? : uma etnografia com professores de educação física em uma escola da rede municipal de ensino de Porto Alegre-RS
Autor Medeiros, Camila da Rosa
Orientador Bossle, Fabiano
Data 2016
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Docência
Educação física
Etnografia
Formação docente
[en] Administrative and Educational Management
[en] Autonomy Teaching
[en] Physical Education teachers
[en] Social Representations
[es] Administrativo y gestión de la educación
[es] La autonomía de enseñanza
[es] Profesores de educación física
[es] Representaciones Sociales
Resumo Esta dissertação de mestrado busca na etnografia, compreender como se configura a autonomia de professores de Educação Física em uma cultura particular da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre? Assim, partindo dessa problemática, o referencial teórico que da suporte a esta dissertação se pauta no entendimento de que a escola e a Educação Física não são “células” individuais, separadas da sociedade em que se inserem e sim são parte importante no processo de construção e reconstrução desta, sendo influenciadas ao passo que também influenciam neste processo. Nesse sentido, primeiramente busquei contextualizar a partir da sociologia e da pedagogia crítica, de que maneira entendo essa relação de entre a instituição escolar e a sociedade contemporânea, partindo da relação entre o contexto macrossocial e o trabalho docente, pensando nas forças que operam e interferem no cotidiano escolar, nos processos de ensino aprendizagem e nas condições de trabalho docente. Partindo desse entendimento, construí paralelamente, o entendimento de autonomia docente que a partir de Contreras (2012) e Freire (2013), caracterizada não apenas como liberdade do “fazer”, mas também um processo de emancipação, coletivo - através de relações - que visa à transformação de toda a retórica neoliberal que circunscreve o sistema educacional brasileiro. Assim, liberdade e autonomia são conceitos que demandam reflexão, consenso entre o discurso e a ação, consciência do lugar que se está situado. Refletindo sobre a questão norteadora deste estudo e a complexidade das relações inseridas no objeto de estudo, a opção pela etnografia se dá na medida em que possibilita a interpretação dos aspectos simbólicos que configuram o contexto estudado e que só é possível a partir de uma imersão do pesquisador no campo e descrição densa das relações estabelecidas ali. Por sua vez, o trabalho de campo teve duração de quatro meses – agosto a dezembro de 2014 – utilizando como principal instrumento de coleta de informações a observação participante, juntamente a análise de documentos como o PPP da escola, currículo construído pelo coletivo docente da EFI e o Documento orientador para o ano letivo de 2016 instituído nas escolas da RMEPOA. Utilizei registros em diários de campo e entrevistas semiestruturadas. A partir da análise das informações se delinearam duas principais categorias “Autonomia da escola: gestão administrativa e pedagógica” e “Representações sociais e autonomia da EFI”. Assim, as interpretações realizadas demonstram que no contexto pesquisado a autonomia é ”encharcada” por diversas representações sociais, construídas pelo coletivo docente e equipe diretiva. Estas representações estão ligadas ao entendimento de que a autonomia do professor de Educação Física está relacionada ao pedagógico. O estudo também demonstra que em contextos com modelos de gestão “verticais” a autonomia tem menor possibilidade de ser integral.
Abstract This dissertation seeks ethnography, understand how to set up the autonomy of physical education teachers in a particular culture of the Municipal School of Porto Alegre? Thus, starting from this issue, the theoretical framework that support this thesis is guided on the understanding that the school and physical education are not "cells" individual, separated from the society in which they operate, but are an important part in the construction process and reconstruction thereof, while being influenced also influence this process. In this sense, first sought to contextualize from sociology and critical pedagogy, how understand this relationship between the school and the contemporary society, based on the relationship between the macro social context and the teaching work, thinking about the forces that operate and interfere in school life, in teaching and learning processes and working conditions of teachers. Based on this understanding, built in parallel, the understanding of teaching autonomy from Contreras (2012) and Freire (2013), characterized not only as freedom of 'doing', but also a process of emancipation, collective - through relationships - that It aims to transform the entire neoliberal rhetoric that circumscribes the Brazilian educational system. Thus, freedom and autonomy are concepts that require reflection, consensus between speech and action, place of consciousness that is located. Reflecting on the main question of this study and the complexity of the relationships entered the study object, the ethnography option is given to the extent that allows the interpretation of the symbolic aspects that form the context studied and that is only possible from an immersion researcher in the field and dense description of relationships established there. In turn, the field work lasted four months - from August to December 2014 - using as main tool for information gathering participant observation, along document analysis as school PPP, curriculum built by the teacher collective EFI and the guiding document for the year 2016 set up in schools RMEPOA. I used records in field diaries and semistructured interviews. From the analysis of the information is outlined two main categories "school autonomy: administrative and pedagogical management" and "Social representations and autonomy of EFI." Thus, the interpretations made show that in the context researched autonomy is "soaked" by various social representations built by the teacher collective and management team. These representations are linked to the understanding that the autonomy of the physical education teacher is related to teaching. The study also shows that in contexts with management models 'vertical' autonomy has less chance of being full.
Resumen Esta tesis tiene por objeto la etnografía, entender cómo configurar la autonomía de los profesores de educación física en una cultura particular de la Escuela Municipal de Porto Alegre? Por lo tanto, a partir de este número, el marco teórico que apoyan esta tesis es guiado en el entendimiento de que la escuela y la educación física no son individuales "células", separado de la sociedad en la que operan, pero son una parte importante en el proceso de construcción y la reconstrucción de los mismos, mientras que ser influenciado también influyen en este proceso. En este sentido, solicitó, por primera contextualizar desde la sociología y la pedagogía crítica, cómo entender esta relación entre la escuela y la sociedad contemporánea, basada en la relación entre el contexto macro social y el trabajo docente, pensando en las fuerzas que operan e interfieren en la vida escolar, en los procesos de enseñanza y aprendizaje y las condiciones de trabajo de los maestros. Sobre la base de este entendimiento, construido en paralelo, la comprensión de la enseñanza de la autonomía de Contreras (2012) y Freire (2013), que se caracteriza no sólo por la libertad de "hacer", sino también un proceso de emancipación, colectiva - a través de relaciones - que Su objetivo es transformar toda la retórica neoliberal que circunscribe el sistema educativo brasileño. Por lo tanto, la libertad y la autonomía son conceptos que requieren reflexión, el consenso entre el discurso y la acción, lugar de conciencia que se encuentra. Al reflexionar sobre la cuestión principal de este estudio y la complejidad de las relaciones entraron en el objeto de estudio, la opción de la etnografía se da en la medida en que permite la interpretación de los aspectos simbólicos que forman el contexto estudiado y que sólo es posible a partir de una inmersión investigador en el campo y densa descripción de las relaciones establecidas allí. A su vez, el trabajo de campo duró cuatro meses - desde 08 hasta 12, 2014 - utilizando como herramienta principal para la recopilación de información observación participante, a lo largo de análisis de documentos como PPP escolar, el currículo construido por el maestro EFI colectiva y el documento de orientación para el año 2016 creó en RMEPOA escuelas. Solía registros en diarios de campo y entrevistas semiestructuradas. A partir del análisis de la información se esboza dos categorías principales "autonomía escolar: gestión administrativa y pedagógica" y "Representaciones sociales y la autonomía de EFI." Por lo tanto, las interpretaciones realizadas muestran que en el contexto investigado la autonomía es "empapado" por diversas representaciones sociales construidas por el equipo de gestión colectiva y maestro. Estas representaciones están relacionados con el entendimiento de que la autonomía del profesor de educación física está relacionada con la enseñanza. El estudio también muestra que en contextos con autonomía modelos de gestión "vertical" tiene menos posibilidades de estar lleno.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/153262
Arquivos Descrição Formato
001014107.pdf (1.809Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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