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Respostas cardiorrespiratórias, oxidativas e de lesão muscular em bailarinas após aulas e ensaios de ballet

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Respostas cardiorrespiratórias, oxidativas e de lesão muscular em bailarinas após aulas e ensaios de ballet

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Título Respostas cardiorrespiratórias, oxidativas e de lesão muscular em bailarinas após aulas e ensaios de ballet
Autor Krause, Josianne da Costa Rodrigues
Orientador Oliveira, Álvaro Reischak de
Data 2009
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Dança : Ballet
Estresse oxidativo
Fisiologia do exercício
Lesões
Músculos
[en] Ballet class
[en] Cardiorespiratory variables
[en] Choreogafie rehearshals
[en] Classical ballet
[en] Muscle damage
[en] Oxidative stress
Resumo Introdução: As aulas de ballet parecem apresentar intensidades cardiorrespiratórias (CR) mais baixas do que os ensaios e espetáculos. Além disso, o ballet é caracterizado como um exercício intermitente, que envolve uma variedade de ações excêntricas, as quais podem estar relacionadas à lesão muscular (LM) e ao estresse oxidativo (EO). Objetivos: Descrever, comparar e correlacionar as respostas CR, de EO e LM em bailarinas após uma aula e um ensaio de ballet. Variáveis CR: consumo de oxigênio (VO2); frequência cardíaca (FC) e concentração sanguínea de lactato (La). Variáveis EO: estado redox (GSSH/GSH) e concentração sanguínea de lipoperóxidos (LPO). Variável de LM: concentração sanguínea de creatina quinase (CK). Métodos: Doze bailarinas voluntárias, de nível técnico avançado foram avaliadas. Teste de consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e avaliação da composição corporal foram realizados. Em duas sessões separadas, as bailarinas realizaram uma aula e um ensaio de ballet, os quais foram previamente filmados na escola de dança e reproduzidos nas sessões de coleta de dados. VO2 e FC foram mensurados continuamente em todas as sessões. La foi verificado antes e depois do teste de VO2máx; e em repouso, aos 15 e 30 minutos da aula e do ensaio. Coletas de sangue foram realizadas em repouso, imediatamente após e 48h após a aula e o ensaio. As variáveis CR da aula (barra, centro e aula toda) e do ensaio (ensaio todo) foram também relacionadas aos dados do primeiro e segundo limiares ventilatorios (LV1 e LV2). La pós teste VO2max, pós aula e pós ensaio foram também comparados entre si. Dados expressos em média e desvio padrão. Estatística: ANOVA Two-way; ANOVA medidas repetidas; Post hoc Bonferroni (p<0,05). Resultados: VO2máx=37,3±4,7; LV1=24,92,7 e LV2=31,9±3,8 ml.kg-1.min-1. VO2 (aula=14,5±2,1 / ensaio=19,11,7 ml.kg-1.min-1); FC (aula=145,7±17,9 / ensaio=174,5±13,8 bpm) e La (aula=4,2±1,1 / ensaio=5,5 ± 2,7 mmol.l-1) foram significativamente diferentes entre si. Resultados Os resultados do VO2 (ml.kg-1.min-1 ) comparando-se aula, ensaio, LV1 e LV2 foram: aula barra (14,4±2,0); aula toda (14,5±2,1); aula centro (16,7±2,5); ensaio todo (19,1±1,7); LV1 (24,9 ± 2,7) e LV2 (31,9 ± 3,8). Aula barra e aula toda foram iguais entre si e diferentes de aula centro e ensaio todo, os quais não foram diferentes entre si. LV1 e LV2 foram diferentes entre si e de todos os demais parâmetros. Para FC, o ensaio todo se localizou entre LV1 e LV2. La (mmol.l-1) da aula (4,2±1,1) foi significativamente menor do que o La máximo (8,1±2,3), sendo o ensaio (5,5±2,7) estatisticamente igual a ambos. CK foi significativamente mais elevada pós aula do que ensaio, sendo os valores pós e 48h iguais entre si e ambos diferentes do pré. A razão GSSG/GSH diminuiu significativamente 48h pós aula e ensaio, mas não foi diferente entre os dois tipos de exercício. Os valores de LPO foram maiores para a aula do que para o ensaio, não apresentando diferenças em relação ao efeito tempo. Conclusão: A aula apresenta intensidade mais baixa do que o ensaio em relação às variáveis CR, entretanto, a aula foi mais intensa no que se refere aos parâmetros de dano celular. Parece que as bailarinas avaliadas estão adaptadas em relação aos parâmetros de dano celular, mas necessitam de treinamento mais específico do ponto de vista CR.
Abstract Introduction: Ballet classes (BC) seem to have lower cardiorespiratory (CR) intensities than ballet reharshal (BR) and spectacles. Besides that, the ballet is characterized as an intermittent exercise that involves several eccentric avtions, which could be related to muscle damage (MD) and oxidative stress (OS). Aims: To describe, compare and correlate ballet dancers` CR, MD and OS responses after a BC and a BR. CR variables: oxygen consumption (VO2); heart rate (HR) and lactate blood concentration (La). OS variables: redox state (GSSH/GSH) and lipoperoxides blood concetration (LPO). MD variable: creatine kinase blood concentration (CK). Methods: Twelve female advanced ballet dancers volunteered this study. Maximum oxygen consumption (VO2max) test and body composition assessment were performed. In two separated sessions, the dancers performed a BC and a BR, which were previously recorded in their dance school, and further transmited during the data colecttion sessions. VO2 and HR were continually measured during all sessions. La was verified before and after the VO2max test; and in rest, in 15 and 30 minutes of the BC and BR. Blood colections were performed in rest, immediately after and 48h after the BC and BR. CR responses during BC (barre, center floor and whole BC) and during BR (whole BR) were also compared to the CR responses in the first and second ventilatory threshold (VT1 and VT2). The La was also compered after VO2max test, after the BC and after BR. Data were expressed in average and standart deviation. Statistics: ANOVA Two-way; ANOVA repeated measures and Post hoc Bonferroni (p<0.05). Results: VO2max=37.3±4.7; VT1=24.92.7 and VT2=31.93.8 ml.kg-1.min-1. VO2 (BC=14.5±2.1 / BR=19.1±1.7 ml.kg-1.min-1); HR (BC=145.7±17.9 / BR=175±13.8 bpm) e La (BC=4.2±1.1 / BR=5.5 ± 2.7 mmol.l-1) were significantly different among themselves. VO2 (ml.kg-1.min-1) results comparing BC, BR, VT1 and VT2 were: barre (14.4±2.0); whole BC (14.5±2.1); center floor (16.7±2.5); whole BR (19.11.7); VT1 (24.9 ± 2.7) and VT2 (31.9 ± 3.8). For FC results, the whole BR was located between VT1 and VT2. La (mmol.l-1) in the BC (4.2±1.1) was significantly lower than La in the VO2max test (8.1±2.3), being the BR (5.5±2.7) statistically equal to both. CK was significantly higher after the BC than the BR, being the values post and 48h post equal between themselves and both significantly different from before BC and BR. The ratio GSSG/GSH was significantly lower in 48h after BC and BR, but it was not different in relation to the type of exercise (BC or BR). LPO values were higher in the BC than the BR, however they did not show any differences related to the time. Conclusion: BC showed lower CR responses than BR, nevertheless, BC was more intense concerning the cell damage parameters. It appears that the dancers evaluated are well adapeted in relation to cell damage parameters, but they need more specific training from the CR point of view.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/26197
Arquivos Descrição Formato
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