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Características clínicas e da saturação transcutânea de oxigênio em lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite viral aguda em oxigenoterapia por cateter extranasal

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Características clínicas e da saturação transcutânea de oxigênio em lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite viral aguda em oxigenoterapia por cateter extranasal

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Título Características clínicas e da saturação transcutânea de oxigênio em lactentes hospitalizados com diagnóstico de bronquiolite viral aguda em oxigenoterapia por cateter extranasal
Autor Rubin, Fernanda Menezes
Orientador Fischer, Gilberto Bueno
Data 2003
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Pediatria.
Assunto Bronquiolite viral
Lactente
Oxigenoterapia
Resumo Objetivos – Descrever as características clínicas de crianças entre 1 e 12 meses hospitalizadas com diagnóstico de bronquiolite viral aguda (BVA), nos primeiros dias de internação, e verificar se o tempo de dessaturação de oxigênio (TD) tem valor prognóstico nesses pacientes. Metodologia – Estudo de coorte realizado de maio a outubro de 2001 com 111 pacientes entre 1 e 12 meses de idade internados no Hospital da Criança Santo Antônio, de Porto Alegre (RS), com diagnóstico de BVA na admissão, com saturação transcutânea de oxigênio da hemoglobina (SatHb) menor que 95% e em oxigenoterapia por cateter extranasal há menos de 24 horas. A gravidade foi verificada através do tempo de internação, tempo de oxigenoterapia e tempo para saturar 95% em ar ambiente (desfechos). Foram realizadas avaliações clínicas duas vezes ao dia (manhã e tarde), durante o período em que o paciente necessitou de oxigênio suplementar (até atingir saturação transcutânea de oxigênio de 95% em ar ambiente), com limite de dez avaliações. Os pacientes tiveram o oxigênio adicional retirado. Foi verificado, então, o tempo necessário para a saturação decrescer até 90% (TD90) e 85% (TD85), limitando-se a medida em no máximo cinco minutos. Foi constituído um escore de gravidade com os sinais clínicos anotados. Utilizou-se o teste do qui-quadrado ou teste exato de Fischer para comparar entre si os grupos de variáveis categóricas e o teste t ou MannWhitney para variáveis numéricas. Foi utilizada a correlação de Spearman para avaliar associações entre variáveis contínuas de distribuição assimétrica (escore de gravidade, tempo de internação, tempo de oxigenoterapia total e tempo para saturar acima ou igual a 95% em ar ambiente). Considerou-se alfa crítico de 5% em todas as comparações, exceto nas correlações em que foi utilizada a correção de Bonferroni para comparações múltiplas (30 correlações: p= 0,002; 10 correlações: p= 0,005). Os dados relativos ao peso e estatura para a idade foram digitados e analisados no programa específico do EpiInfo que utiliza o padrão NCHS (EpiNut). Resultados – Houve leve predomínio do sexo masculino (54%), predominância de idade inferior a quatro meses (61,3%), prevalência maior nos meses de junho e julho, freqüência elevada de história de prematuridade (23%) e de baixo peso de nascimento (14%). As manifestações clínicas prévias à hospitalização (falta de ar, chiado no peito, febre e parar de respirar) ocorreram, na sua maioria, nos três dias anteriores. Da população estudada, 45% tinha história de sibilância prévia, a maioria com um ou dois episódios relatados (31,5%). Esses pacientes foram analisados separadamente e tiveram resultados semelhantes ao grupo com BVA. A freqüência de desnutrição moderada e grave, excluídos os pacientes com história de prematuridade, foi de 26 pacientes (23%). Todos os pacientes utilizaram broncodilatador inalatório; 20% do grupo com BVA receberam corticosteróides sistêmicos e 47% de toda população, antibióticos. A mediana do uso de oxigênio em pacientes com BVA foi de 4,4 dias (IIQ 70,2-165,2) e o tempo de oxigenoterapia até saturar 95% em ar ambiente foi de 3,4 dias (IIQ 55-128). A mediana do tempo de internação hospitalar foi de 7 dias (IIQ 5-10,5) entre os pacientes com BVA; neste aspecto, apresentou diferença (p = 0,041) em relação ao grupo com sibilância prévia, que teve um tempo de internação mais longo (9 dias, IIQ 5-12). Observou-se pouca variabilidade clínica no período estudado, através da aplicação do escore clínico. Não se encontraram correlações estatisticamente significativas entre os escores clínicos e os TDs com os desfechos. Conclusões – Os TDs como elementos auxiliares na avaliação de pacientes em oxigenoterapia não foram clinicamente úteis neste estudo. É possível, no entanto, que, avaliando pacientes com maiores diferenças clínicas entre si, essas aferições possam mostrar-se importantes.
Abstract Objective – To describe the clinical characteristics of 1 to 12-month-old infants diagnosed with acute viral bronchiolitis (AVB) in the first days of hospitalization as well as to check if the oxygen desaturation time (DT) has prognostic value in such patients. Methodology – Cohort study done from May to October 2001 with 111 patients of 1 to 12 months of age at the Santo Antônio Children’s Hospital, Porto Alegre (RS), with AVB diagnosis upon admission, oxygen transcutaneous saturation of hemoglobin (HbSat) lower than 95% and in oxygen therapy through external nasal catheter for less than 24 hours. Severity was checked through length of stay , duration of oxygen therapy and time to reach 95% saturation in room air. Clinical checkups were done twice a day (morning and afternoon) during the time the patients needed additional oxygen (until oxygen transcutaneous saturation of 95% in room air was achieved), with a limit of ten checkups. The additional oxygen was removed from patients, and oxygen saturation checking was maintained. To check the desaturation time (DT90 and DT85), oxigen therapy was suspended for a maximum of five minutes. A severity score was developed with the recorded clinical signs. The χ2 Test - or Fisher Exact Test – was used in order to compare the groups of categorical variables, and Test t – or Mann-Whitney – for numerical variables. The Spearman correlation was used in order to evaluate associations in continuous variables of asymmetric distribution (severity score, lenght of stay (LOS), duration of oxygen therapy, and time to reach 95% saturation in room air. Results – There was a slight higher number of males (54%), the majority were under 4 months (61,3%), higher prevalency in June and July, high frequency of prematurity (23%) and of low birth weight (14%). Most clinical manifestations prior to hospitalization (shortness of breath, wheezing, fever and apnoea) had happened within three days of admission. Out of the population studied, 45% had had previous wheezing history, most of them with one or two reported episodes (31,5%). Such patients were analyzed separately and had similar results to the group with AVB. The frequency of moderate and severe malnutrition, except for the premature babies, was of 26 patients (23%). All patients had bronchodilators; 20% of the AVB group had given systemic corticorteroids, and 47% of the population were given antibiotics. The median of oxygen use in patients with AVB was 4,4 days (IQI 70,2–165,2) and duration of oxygen therapy until 95% saturation in room air was 3,4 days (IQI 55-128). The median lenght of stay was 7 days (IQI 5-10,5) in patients with AVB; in this aspect there was a difference (p=0,041) in relation to the group with previous history of wheezing, who had a longer LOS (9 days, IQI 5-12). Little clinical variability was observed in the period studied through the application of clinical score. There were no significant statistic correlations between the clinical scores and the DTs and the outcomes. Conclusion – DTs as an aid in the examination of AVB patients on oxygen therapy were not clinically useful in this study. It is possible, however, to achieve better results in the examination of patients with greater clinical differences.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/3087
Arquivos Descrição Formato
000381798.pdf (886.5Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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