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Propriedades valenciais de nomes deverbais : uma análise de dados do projeto NURC

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Propriedades valenciais de nomes deverbais : uma análise de dados do projeto NURC

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Título Propriedades valenciais de nomes deverbais : uma análise de dados do projeto NURC
Autor Bona, Camila de
Orientador Abreu, Sabrina Pereira de
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Licenciatura.
Assunto Contexto social na linguistica
Nomes deverbais
Valência (Linguística)
[en] Argumental expression
[en] Conversational context
[en] Deverbal nouns
[en] Situational formality
[en] Valency
Resumo O presente trabalho objetiva comparar os nomes deverbais encontrados em cinco textos de transcrições referentes aos Diálogos entre Informante e Documentador do Projeto Nurc/RS com os também nomes deverbais encontrados em cinco textos de transcrições referentes às Elocuções Formais do mesmo projeto, registrados em Hilgert (1997 e 2007, respectivamente). O modelo teórico adotado centra-se na Teoria da Valência (BORBA, 1996). De acordo com essa teoria, a valência de um nome pode ser descrita em três níveis: valência lógica, valência morfossintática e valência semântica. No âmbito da língua comum, por exemplo, o nome alteração, em sua valência lógica, é biargumental – P (A) + (A); na valência morfossintática, o preenchimento da casa se dá, formalmente, com dois sintagmas preposicionados – P + A (= Sprep) + A (= Sprep); já na valência semântica, os argumentos estão marcados semanticamente com o traço [- animado] e [+ agentivo]. Entretanto, no nível do discurso, os nomes deverbais podem apresentar propriedades valenciais diversas: no excerto “se houver uma alteração não localizada mas geral... vamos dar o exemplo...”, temos a perda dos argumentos, já que a elipse foi privilegiada (tendo em vista o contexto conversacional), pois o fenômeno da nominalização pode não ter, a nível discursivo, a mesma expressão argumental de uma descrição formal. Além disso, temos em vista, juntamente com Camacho (2007), que conforme o predicado verbal ganha estatuto nominal, as marcações tipicamente oracionais dão lugar a outros mecanismos de expressão argumental, tais como marcação por preposição, por adjetivo, por pronomes possessivos e por orações relativas. Nosso objetivo, pois, é comparar essas duas instâncias de conversação para analisar tanto o número de ocorrências de nomes deverbais quanto suas propriedades valenciais. Nossa hipótese inicial era a de que, nos textos das Elocuções Formais, teríamos uma maior incidência desses nomes, tendo em vista a maior formalidade da situação e a maior possibilidade de planejamento de fala quando comparados aos textos dos Diálogos entre Informante e Documentador. Nossa metodologia se centrou primeiramente na leitura atenta do nosso corpus com fins de extração dos nomes deverbais e seus contextos de ocorrência; a classificação dos mesmos foi realizada de acordo com suas propriedades valenciais (monovalente, bivalente, trivalente) e, então, os nomes foram organizados conforme a presença ou ausência de seus argumentos. Os nossos resultados mostraram que o contexto conversacional mais planejado e formal de fato potencializa o uso de nomes deverbais. Em relação à valência, em função de nossa análise ter considerado diversos mecanismos de manutenção dos argumentos que não só os presentes no interior do núcleo nominal, não tivemos uma diferença significativa no que tange às propriedades valenciais de nomes deverbais em uma e em outra instância discursiva.
Abstract This paper aims to compare the deverbal nouns found in five transcribed texts of Dialogues between Informant and Documentor from Project Nurc/RS with the deverbal nouns found in five transcribed texts of Formal Elocutions from the same project, registered in Hilgert (1997 and 2007, respectively). The theoretical model focuses on the Valency Theory (BORBA, 1996). According to this theory, the valency of a noun can be described in three levels: logical valency, morphosyntactic valency and semantic valency. In common language, for example, the Portuguese noun alteração, in its logic valency, is biargumental - P (A) + (A); regarding the morphosyntactic valency, we may have, formally, two prepositional phrases - P + A (= Sprep) + A (= Sprep); on the semantic valency, the arguments are semantically marked as [- animate] and [+ agentive]. However, in the discourse level, the deverbal nouns may have different valencial properties: in the excerpt “se houver uma alteração não localizada mas geral... vamos dar o exemplo...”, we have argumental loss, since ellipse was privileged (having in mind the conversational context), because the nominalization phenomenon, in the discursive level, may not have the same expression as it has in a formal argumental description. Besides, we consider, along with Camacho (2007), that as the verbal predicate gains nominal status, the clausal markings that are typically verbal give way to other mechanisms of argumental expression, like prepositional marking, adjectival modification, the use of possessive pronouns and relative clauses. Our goal, therefore, is to compare these two instances of conversation to analyze both the number of occurrences of these deverbal nouns and their valencial properties. Our initial hypothesis was that, in the texts of Formal Elocutions, we would have a higher incidence of deverbal nouns, taking into account the higher rate of formalism and possibility of planning the speech when compared to the texts of Dialogues between Informant and Documentor. Our methodology was, first, a careful reading of our corpus with the purpose of extracting the deverbal nouns and their contexts of occurrence; the classification was made according to their valencial properties (monovalent, bivalent and trivalent), and then the names were organized in accordance with the presence or absence of their arguments. Our results showed that a more formal and planned context of conversation actually enhances the use of deverbal nouns. Regarding valencial properties, because our analysis considered various mechanisms of arguments‟ maintenance and not only the ones present within the nominal core, we did not have a significant difference related to the valencial properties of deverbal nouns in one and in other discursive instance analyzed.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/39416
Arquivos Descrição Formato
000823886.pdf (863.8Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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