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Relação da economia de corrida e da eficiência mecânica com o desempenho de corredores de rendimento usando modelos alométricos

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Relação da economia de corrida e da eficiência mecânica com o desempenho de corredores de rendimento usando modelos alométricos

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Título Relação da economia de corrida e da eficiência mecânica com o desempenho de corredores de rendimento usando modelos alométricos
Outro título Relation de l’économie de course et l’efficience mécanique sur la performance des athlètes de longues distances utilisant des modèles allométriques
Autor Tartaruga, Marcus Peikriswili
Orientador Mota, Carlos Bolli
Co-orientador Brisswalter, Jeanick
Data 2013
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Biomecânica
Corrida
Desempenho motor
Resumo O objetivo do presente estudo foi analisar as relações da economia de corrida (ECO) e da eficiência mecânica (Ef) com o desempenho de corredores de rendimento, utilizando modelos alométricos. No estudo original 1, 13 corredores recreacionistas (homens; idade: 33,3 ± 8,4 anos; massa corporal: 76,4 ± 8,6 kg; consumo máximo de oxigênio - VO2máx: 52,8 ± 4,6 mrkg - 1•min-1) e 13 corredores de alto-rendimento (homens; idade: 25,5 ± 4,2 anos; massa corporal: 62,8 ± 2,7 kg; VO2máx: 70,4 ± 1,9 ml*kg-t rnin -1), todos praticantes de provas de meio-fundo, realizaram um teste máximo de esforço progressivo, até a exaustão, com o intuito de determinar o valor de VO2máx, e um teste de ECO com duração de 6-min à 70% do VO2máx para a mensuração do consumo submáximo de oxigênio (VO2submáx), com e sem a aplicação de um expoente alométrico (b) específico correspondente a 0,75, determinado através da relação alométrica y = axb, onde y corresponde à taxa metabólica máxima, a ao coeficiente alométrico, e x à massa corporal. Todos os corredores, também, participaram de uma prova de meiadistância em uma pista de atletismo. Neste estudo, investigou-se o efeito da escala alométrica na relação entre ECO e desempenho em prova de meia-distância, de acordo com o condicionamento cardiorrespiratório. No estudo original II, 14 corredores recreacionistas (homens; idade: 29,0 ± 7,0 anos; massa corporal: 70,0 ± 10,2 kg; VO 2máx : 52,0 ± 4,9 ml•kg -Lmin- 1), praticantes de corridas de longa-distância, também realizaram um teste máximo de esforço progressivo, até a exaustão, para a determinação do VO2máx, e um teste de ECO com duração de 6-min à 3,1 rns-1 para a determinação do VO2submáx. Durante o teste submáximo, foi realizada uma videometria no plano sagital direito de cada sujeito com o objetivo de mensurar os trabalhos mecânicos interno (Wird), externo (Wext) e total (W t1ot ,e , posteriormente, relacioná-los com o desempenho em prova de rua de 10.000 m, com e sem o uso de expoentes alométricos específicos. Para este estudo foram adotados os expoentes alométricos correspondentes a 0,75, sugerido pela literatura, e 0,45, determinado matematicamente. No estudo original III, 13 corredores recreacionistas (homens; idade: 33,3 ± 8,4 anos; massa corporal: 76,4 ± 8,6 kg; VO 2máx : 52,8 ± 4,6 ml•kg-1'min-1) realizaram um teste máximo de esforço progressivo, até a exaustão, um teste de ECO dividido em três testes submáximos (50%, 70% e 90% do VO2máx), com duração 6-min cada, e um teste supra-máximo voluntário, até a exaustão, correspondente a 110% da velocidade no VO 2máx . Após os testes laboratoriais, todos os corredores participaram de uma prova de 10.000-m em uma pista de atletismo. Para cada sujeito, a técnica de corrida foi registrada cinematicamente utilizando-se 4 câmeras digitais de alta frequência. Com o objetivo de investigar a relação da ECO e da Ef com o desempenho de corredores de rendimento, usando modelos alométricos, foram determinados os expoentes alométricos correspondentes às taxas metabólicas máxima e submáxima (0,84 e 0,76, respectivamente). A contribuição das energias aeróbica (AE) e anaeróbica (AnE) no custo energético da corrida (C r) também foi investigada. Foi aplicada a estatística descritiva através de médias e desvios-padrão e o teste Shapiro-Wilk para verificação da normalidade dos dados. Foram empregados os testes T de Students para amostras dependentes e independentes, as análises de correlação de Pearson e de Regressão Linear Múltipla e, a transformação de Fisher r-to-z. A partir dos resultados apresentados nos três estudo originais, conclui-se que a escala alométrica pode melhorar a relação entre ECO e desempenho em meia e longa-distância, principalmente de corredores recreacionistas, devido a influência dos aspectos morfofuncionais no desempenho físico. Da mesma forma, para esta mesma população, os trabalhos mecânicos, especialmente o Wext, podem ser considerados preditores do desempenho, e um expoente alométrico específico pode melhorar essas predições. Em relação a Ef, os resultados demonstraram que, assim como ocorre com a ECO e com os trabalhos mecânicos, esta também é uma importante variável preditora do desempenho em provas de longa-distância. Entretanto, quando aplicada a alometria, não houve melhora na predição do desempenho advindo da Ef. Os resultados também demonstraram que para o cálculo da Ef deve-se considerar a contribuição da AnE pois, do contrário, os resultados podem ser superestimados, como já verificados em outros estudos. Em suma, quando o objetivo for predizer o desempenho de corredores recreacionistas, meio-fundistas ou fundistas, através das potências metabólica ou mecânica, sugere-se adotar um expoente alométrico específico do grupo investigado. No entanto, quando essa predição for realizada considerando-se a Ef, especificamente em corredores de alto-rendimento, a aplicação alométrica não é necessária.
Résumé Le but de cette étude était d'analyser la relation entre l'économie de course à pied (ECO) et l'efficience mécanique (Eff) dans la performance des coureurs spécialistes en moyenne et longue distance, utilisant des modèles allométriques. Dans l'étude originale I, 13 coureurs amateurs (hommes, âge : 33.3 ± 8.4 ans, poids corporel : 76.4 ± 8.6 kg, consommation maximale d'oxygène - VO2max 52.8 ± 4.6 ml•kg-l. min-1) et 13 coureurs d'haut niveau (hommes, âge : 25.5 ± 4.2 ans, poids corporel : 62.8 ± 2.7 kg, VO2max : 70.4 ± 1.9 ml*kg -l•min-1), tous spécialistes en preuves de moyenne distance, ont effectué un test progressif maximal afin de déterminer les valeurs de VO 2max, et un test de ECO de 6-min à 70% du VO 2rnox pour mesurer la consommation d'oxygène sous-maximale (VOZsubmax), avec et sans l'application d'un exposant allométrique (b) spécifique correspondant à déterminée par la relation allométrique y= axb, oú y correspond à la taux métabolique maximal, a au coefficient allométrique et x à la masse corporelle. Tous les coureurs également ont participé de une course à pied de moyenne distance en une piste de athlétisme. Dans cette étude, nous avons étudié l'effet de l'échelle allométrique dans la relation entre ECO et performance, selon le conditionnement cardiorespiratoire. Dans l'étude original II, 14 coureurs amateurs (hommes, âge : 29.0 ± 7.0 ans, poids corporel : 70.0 ± 10.2 kg, VO2max : 52.0 ± 4.9 mkg -L min-1), spécialistes en longue distance, également ont effectué un test progressif maximal afin de déterminer les valeurs de VO2max, et un test de ECO de 6-min à 3.1 ms -1 pour évaluer le VO2submax. Pendant le test sousmaximal a été effectuée un registre cinématique afin de mesurer le travail mécanique interne (Wint), externe (Wext) et total (W tot) et, après, les relier à la performance en 10.000 de course à pied, avec et sans l'utilisation des exposants allométriques spécifiques. Pour cette étude, nous avons adopté les exposants allométriques correspondant à 0.75, suggérées par Ia littérature, et 0.45, spécifique du group de sujets évalués. Dans l'étude original III, 13 coureurs amateurs (hommes, âge : 33.3 ± 8.4 ans, poids corporel : 76.4 ± 8.6 kg, VO 2max : 52.8 ± 4.6 ml•kg -L min-1 ) ont effectué un test progressif maximal, un test d'ECO composé de trois intensités sousmaximales correspondants à 50%, 70% et 90% du VO2max avec une durée de 6-min chacun et, un test supramaximal correspondant à 110% de la vitesse du VO2max• Après des tests en laboratoire, tous les coureurs ont participé de une course à pied de 10.000-m en une piste de athlétisme oú la technique a été enregistrée cinématiquement avec des quatre caméscopes de haute fréquence. Afin d'étudier des relations de l'ECO et l'Eff avec la performance des coureurs expertises en longue distance, ont été déterminées des exposants allométriques correspondant au taux métabolique en situations maximal et sous-maximal (0.84 et 0.76, respectivement). La contribution de l'énergie aérobique (AE) et anaérobique (AnE) dans le coút énergétique en course à pied (C r) a été évaluée. Nous avons utilisé des statistiques descriptives (moyenne et écarts-types) et le test de Shapiro-Wilk pour vérifier la normalité des données. Les tests T de Student dépendant et indépendant, des analyses de corrélation de Pearson et de Régression Linéaire Multiple et, la transformation de Fisher r-to-z ont été réalisés. Selon les résultats, l'échelle allométrique peut améliorer la relation entre ECO et performance dans la course à pied de moyenne et longue distance, principalement en coureurs amateurs, pour raison morpho-fonctionnelles. Également, pour cette même population, des travails mécaniques, principalement le W ext, peut être considérées comme prédicteurs de la performance de la course à pied de sujets spécialistes en longue distance, et un exposant allométrique peut améliorer cette prédiction. En ce qui concerne à l'Eff, les résultats ont montré que, comme également occur avec l'ECO et les travails mécaniques, cette variable est, aussi, une important variable de prédiction de la performance en preuves de longue distances. Toutefois, quand appliqué des exposant allométriques, il n'y avait aucune amélioration dans cette prédiction, principalement en coureurs de haut niveau. Les résultats ont montré, aussi, que pour le calcul de l'Eff, la contribution AnE est important, parce que, contrairement, les résultats peuvent être surestimés comme déjà signalé en autres études. En général, lorsque l'objectif est prédit la performance des coureurs amateurs de moyenne ou de longue distance, à travers des puissances métaboliques ou mécaniques, est suggéré d'adopter un exposant allométrique spécifique du groupe étudié. Toutefois, lorsque cette prédiction est réalisée avec la utilisation de l'Eff en un group de coureurs de haut niveau, l'échelle allométrique n'est pas indiquée.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/87560
Arquivos Descrição Formato
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