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Efeitos do treinamento de força na lipemia pós prandial em mulheres pós menopáusicas

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Efeitos do treinamento de força na lipemia pós prandial em mulheres pós menopáusicas

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Título Efeitos do treinamento de força na lipemia pós prandial em mulheres pós menopáusicas
Autor Correa, Cleiton Silva
Orientador Oliveira, Álvaro Reischak de
Data 2014
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Lipídios
Menopausa
Treinamento de força
[en] Energy expenditure
[en] Menopause
[en] Muscle thickness
[en] Profile lipid
[en] Resistance training
[en] Resting fat oxidation
[en] Triglycerides
Resumo Elevadas concentrações de tirglicerídeos (TAG) no período pós-prandial são associados com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), bem como são responsáveis por mais de 23% da mortalidade em mulheres na menopausa. O treinamento de força (TF) é uma intervenção não farmacológica impregada na prevenção e redução dos múltiplos fatores de risco para o desenvolvimento de DCV. O exercício de força realizado em alto volume vem sendo apresentado como estratégia efetiva na redução da lipemia pós-prandial (LPP) em jovens. No entanto, a comparação entre alto e baixo volume do TF não havia sido investigado. Por esse motivo, o objetivo deste estudo foi comparar a resposta aguda e de 11 semanas de TF realizado em baixo e alto volume na força dinâmica máxima, espessura muscular, gasto energético e perfil lipidico de mulheres pós-menopáusicas. Trinta e nove mulheres pós-menopausicas saudáveis e destreinadas (59,5±4,8 anos de idade, massa corporal 69,6±9,1 kg, estatura 157,9±7,2 cm; IMC 27,6±4,1 kg•m2; circunferência da cintura 76,1±9,7 cm; VO2pico 18,7±1,4 mL•kg•min) foram aleatóriamente distribuídas em três grupos que realizaram a sessão de exercícios de força em: baixo volume (uma série) (BVEF, n=12), alto volume (AVEF, n=14) e um grupo controle (GC, n = 13) que permaneceu em repouso. Os grupos experimentais (BVEF e AVEF) foram submetidos a uma sessão de exercícios de força (SEF), envolvendo oito exercícios. O grupo BVEF realizou uma série de 15 repetições máximas (RM), e o grupo AVEF realizou três séries de 15RM. Na SEF foram avaliados o gasto energético da sessão e o EPOC (excess post-exercise oxygen consumption). No teste de tolerancia oral a gordura (TTOG), ~16 horas após a SEF, todos os grupos receberam um refeição hiperlipidica a base de leite seguido por uma avaliação do perfil lipídico (colesterol total (CT), glicose (GLU), HDL, LDL e TAG) nos períodos basal, 1, 2, 3, 4 e 5 horas após o TTOG. Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos no perfil lipidico em nenhum dos períodos avaliados. O gasto energético total (SEF+EPOC) foi significativamente maior para AVEF em comparação ao BVEF (6,0±0,12 MJ e 3,1±1,1 MJ, respectivamente, p<0,001). No estudo com treinamento, foram avaliadas trinta e seis mulheres pós-menopáusicas com uma perda amostral de três mulheres, sendo estas submetidas a 11 semanas de TF. Os grupos AVEF e BVTF foram divididos em alto volume de treinamento de força (AVTF=13) e baixo volume de treinamento de força (BVTF=12), o GC (n=11) foi preservado. Neste estudo, todas as variáveis foram avaliadas pré e pós treinamento. Como resultados; nenhuma diferença significativa foi observada entre os grupos na LPP (mmol/L/5hs) para GLU, HDL, LDL e CT. Além disso, o AVTF vs BVTF foi significativamente maior após 11 semanas de TF nas variáveis taxa de oxidação de gordura (5,52±1,69 g/h vs 4,11±1,12 g/h), espessura muscular (VM, 21,4 ± 1,8 mm vs 18,4±1,2 mm e VL (22,3±1,2 mm vs 20,8±1,3 mm). Os pontos 0, 1, 2, 4 e 5 horas após TTOG para TAG e AUC de TAG (5,79±0,42 mmol/L/5hs vs 7,78±0,68 mmol/L/5hs), respectivamente, foram significativamente menores no grupo AVTF (p<0,05). Em conclusão, diferentes volumes de uma única sessão de exercícios de força não são capazes de reduzir a lipemia pós-prandial de mulheres pósmenopáusicas após teste de tolerância a gordura. Entretanto, os resultados desta investigação sugerem que a prescrição do alto volume de treinamento de força reduz a lipemia pós-prandial em mulheres pós-menopáusicas.
Abstract Elevated concentrations of triglycerides (TAG) in the postprandial period are associated with the development of cardiovascular disease (CVD) and are responsible for over 23 % mortality in postmenopausal women. Resistance training (RT) is a non-pharmacological strategy to reduce multiple risk factors for developing CVD. The RT performed at high volume has been shown to be effective for the reduction of postprandial lipemia (PPL) in young people. However, the RT regular and systematic comparing high and low volume training had not been investigated. Therefore, the aim of this study was to compare the response subacute and 11 weeks of RT in low volume and high in strength, muscle thickness, energy expenditure and lipid profile of postmenopausal women. In article acute, thirty-nine postmenopausal women and healthy untrained (59.5±4.8 years, body mass 69.6±9.1 kg, height 157.9±7.2 cm, BMI 27,6±4.1 kg•m-2, waist circumference 76.1±9.7 cm; VO2peak 18.7±1.4 mL•kg-1•min-1) were randomly divided into three groups: group that conducted the exercise session strength at low volume (one set) ( LVSE, n=12), high volume (HVSE, n=14) and a control group (CG, n=13) who did not perform any exercise session. The experimental groups (LVSE and HVSE) held a session of strength exercises (SSE), involving eight exercises. In LVSE held a series of 15 repetitions maximum (RM), and the HVSE group performed three sets of 15RM, SSE were evaluated in the energy expenditure of the session and the EPOC (excess post -exercise oxygen consumption). In the test of oral fat tolerance (OGTT), ~16 hours of the SSE, all groups were given a high-fat meal and the milk, were evaluate; lipid profile (total cholesterol (TC), glucose (GLU), HDL, LDL and TAG) in times baseline, 1, 2, 3, 4 and 5 hours after an OGTT. Results: No significant difference between groups in lipid profile in any of the periods. Total energy expenditure (SSE+EPOC) was significantly higher compared to HVSE vs LVSE (6.0±0.12 MJ and 3.1±1.1 MJ, respectively, p<0.001). In the third study was evaluated thirty-six postmenopausal women, with a sample loss of three women who underwent 11 weeks of ST, and HVSE and LVSE groups were divided into high-volume strength training (HVST=13) and low volume strength training (LVST=12), GC (n=11) was preserved. In this study, all variables were assessed before and after 11 weeks os ST. Results: no significant difference was observed among groups in LPP (mmol/L/5 hours) to GLU, HDL, LDL and TC, also the HVSE versus LVSE was significantly greater after 11 weeks of ST for variables; rate fat oxidation, 5.52±1.69 g/h vs. 4.11±1.12g/h), muscle thickness (VM 21.4±1.2 mm versus 18.4±1.8 mm and VL, 22.3±1.2 mm versus 20.8±1.3 mm). In points 0, 1, 2, 4 and 5 hours after OGTT for TAG and TAG AUC (5.79±0.42 versus 7.78±0.68), respectively, were significantly lower in group AVTF (p<0.05). In conclusion, different volumes of a session of strength exercises do not reduce the subacutely postprandial lipemia in postmenopausal women after oral fat tolerance test. The results of this investigation suggest that the prescription of high volume strength training reduces postprandial lipemia in postmenopausal women.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/96916
Arquivos Descrição Formato
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