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Padrão alimentar e diabetes melito pós-transplante renal

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Padrão alimentar e diabetes melito pós-transplante renal

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Título Padrão alimentar e diabetes melito pós-transplante renal
Autor Centenaro, Analaura
Orientador Souza, Gabriela Corrêa
Co-orientador Leitão, Cristiane Bauermann
Data 2013
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Alimentação
Diabetes mellitus
Transplante de rim
[en] Cluster analysis
[en] Dietary pattern
[en] Food frequency questionnaire
[en] Kidney transplantation
[en] New-onset diabetes after kidney transplantation
Resumo O desenvolvimento de diabetes é uma complicação comum no pós-transplante renal. Existem evidências de que componentes da dieta e padrões alimentares podem ser fatores de risco para o diabetes melito tipo 2 (DM2), mas estes fatores ainda não foram avaliados em relação ao diabetes melito pós-transplante (DMPT) renal. Objetivo: Verificar a existência de associação entre padrões alimentares e componentes da dieta e o desenvolvimento de DMPT renal. Métodos: Estudo transversal, onde foram incluídos 23 pacientes transplantados renais que desenvolveram DMPT e 57 pacientes sem DMPT. Foram coletados dados sócio demográficos, clínicos, laboratoriais, antropométricos e de composição corporal. A ingestão dietética foi avaliada por questionário de frequência alimentar. Os padrões alimentares foram identificados por análise de cluster. Para análise da associação entre os padrões alimentares e o diagnóstico de DMPT foi utilizado o teste Qui quadrado. Resultados: Os pacientes com DMPT apresentavam maiores valores de colesterol total, triglicerídeos, % de gordura corporal e IMC pré-transplante quando comparados com transplantados renais sem DMPT. Além disso, os pacientes com DMPT consumiam maior % do valor energético total (VET) proveniente dos lipídios, enquanto que os sem DMPT apresentaram maior consumo do VET proveniente dos carboidratos. Foram identificados dois padrões alimentares, denominados 1 (maior consumo de cereais refinados, batata e ovo frito, embutidos, laticínios integrais, biscoito, chocolate, sorvete, feijão, banana, tomate, café com açúcar, refrigerante, pizza, margarina, azeite de oliva e maionese) e 2 (maior consumo de pão integral, aipim, batata e ovo cozido, carnes, vísceras, laticínios desnatados, iogurte, bolo, torta, geléia, adoçante, maçã, laranja, enlatados, café sem açúcar, suco e vegetais). O percentual de pacientes com DMPT alocados no padrão 1 e 2 foi, respectivamente, 47,8 % e 52,2 % . Não foi encontrada associação entre nenhum dos padrões e o desfecho analisado (p= 0,207). Ao fazer esta comparação entre os 2 padrões alimentares, somente o % do VET proveniente das proteínas e da gordura trans mostrou diferença significativa, sendo maiores nos padrões 2 e 1, respectivamente. Conclusão: Os padrões alimentares identificados no pós-transplante renal não mostraram diferença entre pacientes com e sem DMPT. Consideramos ser necessário ampliar o tamanho amostra e a realização de estudos prospectivos futuros em que possa ser estabelecida uma relação causal entre fatores e desfecho analisados.
Abstract Diabetes mellitus (DM) is a common complication after kidney transplantation. Diet components and dietary patterns have been identified as risk factors for type 2 DM; however, there is no evidence that evaluated their association with new-onset diabetes after kidney transplantation (NODAT). Objective: To examine the association of dietary patterns and dietary components with the development of NODAT. Methods: Cross-sectional study, which included 23 kidney transplant recipients who developed NODAT and 57 patients without NODAT diagnosis. Demographic, clinical, laboratory, anthropometric and body composition data were collected. Dietary intake was assessed by food frequency questionnaire. Dietary patterns were identified by cluster analysis. Chi-square test was used to verify the association between dietary patterns and NODAT. Results: NODAT patients were older and had greater levels of total cholesterol, triglycerides, body fat percentage and pre-transplant body mass index, when compared with non-NODAT group. In addition, NODAT patients presented greater energy intake from the lipids, whereas non-NODAT patients had greater energy intake from carbohydrates. Two dietary patterns were indentified: 1) greater intake of refined grains, fried potatoes and eggs, sausages, whole dairy products, cookies, chocolate, ice cream, beans, bananas, tomatoes, coffee with sugar, soda, pizza, margarine, oil olive oil and mayonnaise; and 2) higher intake of whole bread, cassava, potatoes and boiled egg, meat, viscus, fat dairy foods, yogurt, cake, pie, jam, sweetener, apple, orange, canned, unsweetened coffee, juice and vegetables. There were significant differences in energy intake from trans fat and protein between patterns (trans fat was higher in 1 and protein intake was higher in 2). Dietary patterns 1 and 2 were identified in 47.8% and 52.2% NODAT patients, respectively. There was no association between the dietary patterns and NODAT (p = 0.207). Conclusion: Dietary patterns identified in kidney transplant recipients presented no difference between NODAT and non-NODAT patients. Further studies with larger sample size and prospective design are necessary to identify dietary patterns as risk factors for NODAT.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/87092
Arquivos Descrição Formato
000910388.pdf (3.928Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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