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Representações sociais da obesidade para mulheres em situação de pobreza

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Representações sociais da obesidade para mulheres em situação de pobreza

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Título Representações sociais da obesidade para mulheres em situação de pobreza
Autor Castro, Helisa Canfield de
Orientador Silva, Jacqueline Oliveira
Co-orientador Maciel, Maria Eunice de Souza
Data 2011
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Identificação social
Obesidade
Pobreza
Resumo Introdução: Nos últimos vinte anos o Brasil e diversos países da América Latina estão passando por um processo rápido de transição demográfica, epidemiológica e nutricional. Durante esse processo o ponto mais marcante foi o aumento da prevalência de obesidade nos países latino-americanos, sobretudo entre os indivíduos de baixa renda. Os programas sociais na América Latina podem interferir positivamente para diminuição da obesidade, apoiando financeiramente e com informações os seus beneficiários, que se encontram em situação de vulnerabilidade e de extrema pobreza. Objetivo: Descrever o estado nutricional e o consumo de alimentos de beneficiários do Programa Bolsa Família em uma unidade básica de saúde de Porto Alegre - RS. Metodologia: Estudo transversal com os beneficiários cadastrados no Programa Bolsa Família (PBF) pertencentes à área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Santa Cecília, Porto Alegre-RS. O estado nutricional foi determinado nas crianças através dos índices antropométricos: peso/idade, peso/estatura, estatura/idade e IMC. Nos adolescentes utilizaram-se os parâmetros IMC e estatura/idade. Já nos adultos os índices empregados foram o IMC e a circunferência da cintura. O consumo de alimentos nos diferentes ciclos foi identificado através dos instrumentos preconizados pelo SISVAN/Ministério da Saúde. Resultados: A maioria dos indivíduos são do sexo feminino, que se auto-declararam brancos e com idade entre 20 e 59 anos. A prevalência de déficit de altura nas crianças menores de cinco anos de idade foi de 5,6% e o risco de sobrepeso mais de 60%. Em relação aos adolescentes avaliados segundo o IMC, 23,1% apresentam sobrepeso. Entre os adultos pesquisados, todos são do sexo feminino, e 72,3% dessas têm excesso de peso. Em relação ao consumo alimentar, metade das crianças consumiram frituras, representado no questionário por batata frita e salgados fritos, bolachas/ biscoitos salgados ou salgadinhos de pacote e refrigerantes duas vezes na semana. Dentre os adolescentes, 53,8% consomem feijão diariamente, 38,5% leite ou iogurte e 23,1% guloseimas. Assim como no restante da população em estudo, as mulheres adultas mantém um baixo consumo de salada, legumes, verduras, frutas e leite ou iogurte. Consumo de doces como biscoitos, balas e chocolates, duas ou mais vezes na semana é igual a 48,8% e de refrigerantes é de 46,3%. Conclusão: Identificou-se um alto percentual de obesidade, baixo consumo de frutas, verduras, legumes, feijão e leite. Esses são comumente considerados alimentos mais caros pela população de baixo poder aquisitivo e assim pouco privilegiados na dieta. São necessários mais estudos com os beneficiários do PBF para elucidar outras questões que permeiam a gênese do excesso de peso e do consumo alimentar dessa população.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/37211
Arquivos Descrição Formato
000820559.pdf (571.7Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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